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Grãos Comerciais
SOJA
soja

A soja (Glycine Max (L) Merrill) que hoje é cultivada mundo afora é muito diferente dos ancestrais que lhe deram origem: espécies de plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste da Ásia.

Apesar de conhecida e explorada no Oriente há mais de cinco mil anos inicialmente foi ignorada até a segunda década do século passado quando os Estados Unidos iniciaram sua exploração comercial.

A partir de 1941, a área cultivada para grãos superou a cultivada para forragem, cujo cultivo declinou rapidamente, até desaparecer em meados de 60, enquanto a área cultivada para a produção de grãos crescia de forma exponencial, nao apenas nos EUA, como também no Brasil e na Argentina, principalmente. Em 2003, o Brasil figura como o segundo produtor mundial, responsável por 52, das 194 milhões de toneladas produzidas em nível global ou 26,8% da safra mundial.

A soja chegou ao Brasil via Estados Unidos, em 1882. Em 1900 e 1901, o Instituto Agronômico de Campinas (SP), promoveu a primeira distribuição de sementes de soja para produtores paulistas e, nessa mesma data, tem-se registro do primeiro cultivo de soja no Rio Grande do Sul (RS), onde a cultura encontrou efetivas condições para se desenvolver e expandir, dadas as semelhanças climáticas do ecossistema de origem (sul dos EUA) dos materiais genéticos existentes no país, com as condições climáticas predominantes no extremo sul do Brasil.

Este cultivo, como lavoura comercial, chegou no Estado em meados de 50. No sul do Paraná, o cultivo da soja iniciou-se como alternativa ao plantio do arroz de sequeiro, cultura que se ressentia com a rápida infestação de invasoras (gramíneas) após alguns anos de cultivo.

No sudoeste e oeste do Estado, a cultura desenvolveu-se com a migração de colonos vindos do Rio Grande do Sul, onde a soja já era cultivada há mais tempo, principalmente em pequenas explorações familiares para uso na alimentação de suínos e havia bom conhecimento sobre as tecnologias de sua produção.


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